Encontro Econômico Brasil-Alemanha - EEBA 2017

 

 Química e Petroquímica nas Rodadas de Negócios do EEBA 2017

 Química e Petroquímica

 

 Legenda – Unidade da Braskem em Triunfo (RS) produz também plástico verde


Crédito: Divulgação Braskem

 

Inscrições para o Matchmaking do 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha abrem espaço para empresas interessadas em negociar investimentos, parcerias, novas tecnologias e interação nos dias 12, 13 e 14 de novembro, em Porto Alegre.

 

A possibilidade de a Petrobras se desfazer dos ativos que possui na Braskem, uma das maiores petroquímicas do Mundo e que tem unidade no Polo da cidade de Triunfo, no Rio Grande do Sul, é um alerta de movimentação econômica bem interessante na atração de investimentos para o Brasil. Grandes grupos petroquímicos multinacionais, como Exxon, Shell, LyondellBasell e Dow Chemical, já teriam manifestado interesse na companhia brasileira, cuja receita líquida totalizou R$ 47,7 bilhões no ano passado. A Braskem é a maior fabricante de resinas termoplásticas das Américas. Para os participantes do 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), que vai ocorrer na sede da FIERGS, em Porto Alegre, de 12 a 14 de novembro de 2017, a troca de informações e ideias sobre investimentos pode ser um momento extramente importante. As rodadas de negócios terão o setor de química e petroquímica como prioridade. No site www.eeba2017.com, empresas podem se cadastrar para o Matchmaking.

 

Como informação relevante na atratividade de investimentos para o Rio Grande do Sul, vale ressaltar que o Polo Petroquímico de Triunfo, a cerca de 75km de distância da Capital, é um complexo industrial formado por empresas voltadas ao setor: Braskem, Innova, e Lanxess. A proximidade com a Região Metropolitana representa oportunidades na relação com o parque industrial local, pois fica muito próximo da maior concentração de empresas, incluindo a planta da General Motors em Gravataí. O setor automotivo é forte na atividade de fabricação de peças e acessórios para veículos automotores e na fabricação de automóveis, camionetas e utilitários.

 

Já na etapa de processos do plástico, segundo dados da Associação Brasileira do Plástico (Abiplast), a produção brasileira de resinas termoplásticas ultrapassou 6,5 milhões de toneladas em 2014. Isso é 2,7% na participação da produção mundial. Segundo a Euromonitor, empresa internacional especializada em estudo de mercado, o mercado brasileiro de plásticos ocupa uma posição de liderança do setor na América do Sul e está posicionado na sétima posição no âmbito global.  A Abiplast informa que a produção de transformados plásticos do Brasil arrecadou R$ 59,9 bilhões.

 

Borracha em alta – Tanto no Brasil quanto no Rio Grande do Sul, o setor da borracha obteve um significativo crescimento em seu faturamento a partir de 2013 graças ao aumento de demanda por Pneumáticos, principalmente pelos países Argentina, Venezuela e Colômbia. Dados Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha no Estado do RS (Sinborsul), em 2013 o faturamento do setor da borracha teve uma expansão de 39%. A média de crescimento entre 2011 e 2013 ficou em 9,3% ao ano, de acordo com Balanço Econômico, publicado pela entidade em 2013.

 

Carboquímica tem futuro – Uma nova etapa para a formação de uma cadeia carboquímica no Rio Grande do Sul está prestes a ser cumprida. O governo do Estado está elaborando o texto de um projeto de lei para organizar essa atividade. A matéria será encaminhada para a Assembleia Legislativa até o final de 2017. O secretário de Minas e Energia, Artur Lemos Júnior, adianta que se trata de um projeto sucinto, porém que cumprirá a exigência da Constituição Estadual e demonstrará legalmente o interesse do Estado em desenvolver essa área, dando segurança jurídica aos empreendedores. A regulamentação abordará questões como a definição do local em que poderão ser praticadas as ações relativas à carboquímica, apontará as exigências quanto ao licenciamento ambiental, indicará as políticas públicas existentes no Estado que possam contribuir para o setor, entre outros pontos. Lemos adianta que é preciso apresentar o assunto com o máximo de informações possíveis para a população.

 

Além de gás, o carvão pode ser usado para a produção de ureia, amônia (ambas utilizadas na produção de fertilizantes para o agronegócio) e metanol (empregado na indústria do biodiesel ou como aditivo químico da indústria moveleira). Entre as ações iniciadas nessa área destaca-se a parceria formada entre o grupo gaúcho Copelmi e a sul-coreana Posco que pretende criar um complexo carboquímico no Estado através da gaseificação do carvão. O investimento na implantação do projeto é estimado em aproximadamente US$ 1,7 bilhão, para uma geração de cerca de 2 milhões de metros cúbicos diários de gás. O mineral que será aproveitado na gaseificação será retirado do entorno dos municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas. A demanda de carvão será na ordem de 3,5 milhões de toneladas ao ano e o começo da operação é previsto para 2021.

 

 

SOBRE O EEBA 2017: será realizado entre os dias 12 e 14 de novembro na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. O encontro é organizado pelo Centro Internacional de Negócios da FIERGS, BDI e Confederação Nacional da Indústria (CNI). Localmente, o evento conta com o apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Prefeitura Municipal de Porto Alegre, SEBRAE e Câmara Brasil-Alemanha de Porto Alegre.

Dados pessoais
encerrada(o) desde 10 Nov 2017
Organizadores
Agenda
Inscrição 17 Mar – 10 Nov
Selecção de reuniões 1 Out – 12 Nov
Evento 13 Nov – 14 Nov
Detalhes
Idioma Portuguese/German
Local Porto Alegre-RS
Reuniões de Negócios
Participantes 689
Reuniões 190
Participantes
_Other Region 7
Alemanha 323
Brasil 1905
Total 2235
Visualizações de perfil
Antes do evento13787
Depois do evento 113
Total13900