Encontro Econômico Brasil-Alemanha - EEBA 2017

 

 

Energia elétrica a partir de fontes renováveis deverá ser um tema dominante nas Rodadas de Negócios do EEBA 2017

Energia Eólica 

 Legenda – O Brasil tinha 414 usinas eólicas em operação até abril



Crédito:

Welcomia/Freepik

Inscrições para o Matchmaking do 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha abrem espaço para empresas interessadas em negociar investimentos, parcerias, novas tecnologias e interação nos dias 12, 13 e 14 de novembro, em Porto Alegre.

 

A geração de energia elétrica a partir de fontes renováveis é um dos temas que mais atraem a atenção de investidores nos quatro cantos do mundo. Para os participantes do 35º Encontro Econômico Brasil Alemanha (EEBA), que vai ocorrer na sede da FIERGS, em Porto Alegre, de 12 a 14 de novembro de 2017, o interesse tem se revelado ainda maior. Trata-se de um dos temas prioritários para o EEBA 2017. No site www.eeba2017.com, empresas com foco em energia podem se cadastrar para o Matchmaking.

 

No Brasil, entre as fontes renováveis com maior visibilidade no mercado atual, a força dos ventos ganha destaque com números exuberantes. O índice de crescimento da energia eólica bateu na casa dos 30% em um ano (janeiro a abril de 2016, comparado ao mesmo período em 2017). Ainda que seja um dado coletado sobre usinas estabelecidas no País, o tema merece a atenção que vem tendo. Até o final de abril de 2017, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil. As informações são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

 

O Rio Grande do Sul figura na terceira posição entre os Estados com maior geração de energia eólica do Brasil, atrás do Rio Grande do Norte e da Bahia. O que acontece nesse mercado é que, com a possibilidade de consumidores industriais, comerciais, propriedades rurais e as residências da população em geral instalarem suas próprias minigeradoras no terreno onde estão instaladas, as possibilidades para fornecedores são enormes. O Ministério de Minas e Energia do Brasil prevê que, até o ano de 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão gerar sua própria energia de forma total ou parcial.

 

Do ponto de vista ambiental, incentivar os consumidores de energia elétrica que produzam o próprio insumo é uma política interessante. Além da eólica, as fontes renováveis podem ser placas fotovoltaicas (luz solar), biogás e biomassa, usinas térmicas e, ainda, a partir da descentralização de hidrelétricas rumo ao mercado das Pequenas Centrais (PCHs), que podem ser mais eficientes e baratas em relação aos investimentos das grandes usinas.

           

O crescimento das placas fotovoltaicas


As tecnologias que estão disponíveis em placas fotovoltaicas já estão em patamares bastante acessíveis aos consumidores. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) estima que esse tipo de geração irá se expandir dez vezes mais em 2017 do que cresceu em 2016 no Brasil. Até dezembro, a previsão é de que o País chegará à marca de 1000 MW de capacidade instalada, figurando entre os 30 principais geradores a partir dessa fonte energética no mundo. Segundo o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, a expectativa é de que a posição brasileira nesse ranking esteja entre as cinco primeiras nações produtoras, até 2030, em potência instalada anual.

 

Pelas projeções do relatório Energy Outlook, da consultoria BP, o Brasil se tornará um exportador líquido de energia, com o aumento das produções de petróleo, gás e proveniente de geração hidroelétrica, nuclear e de fontes renováveis, superando o crescimento da demanda nacional por energia. Internamente, a matriz de combustíveis continuará a evoluir com energias renováveis, sendo que a parcela do petróleo cairá dos 41% atuais para 34% até o ano de 2035. Ainda assim, a previsão é de que o petróleo continue sendo o combustível dominante.

Os lixões produtivos

O setor de biometano, gás obtido a partir da purificação do biogás, proveniente de aterros sanitários pode avançar nos próximos anos com o RenovaBio e com a regulamentação do uso e venda do produto divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) no fim de junho de 2017. Esses fatores podem fazer com que os investimentos nessa área superem a marca de R$ 300 milhões. A análise é do presidente da Associação Brasileira de Biogás e Biometano (ABiogás), Alessandro Gardemann.

Segundo ele, a regulamentação pela ANP era o fator que faltava para que a produção desse tipo de biometano decolasse no País, enquanto fonte de energia viável. Já existem três projetos adiantados do tipo, capazes de produzir biometano e injetar o produto na rede, sendo dois no Rio de Janeiro e um em Fortaleza.

No Rio Grande do Sul, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (Bndes) aprovou a concessão de financiamento de R$ 35,3 milhões para a implantação de uma usina termelétrica de biomassa (matéria orgânica), que utilizará casca de arroz como combustível para geração de energia elétrica. O apoio financeiro do BNDES para a usina São Sepé (localizada no município de mesmo nome) e sistema de transmissão associado será na modalidade indireta, por meio do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). O empreendimento, orçado em R$ 48,6 milhões, tem potência instalada de 8 MW, suficiente para atender cerca de 30,7 mil domicílios. A energia da térmica São Sepé foi contratada no 22º leilão de energia nova, realizado em 21 de agosto de 2015.

A usina São Sepé está localizada na área central do Estado, região agropecuária com grande concentração no plantio de arroz. A térmica vai usar aproximadamente 70 mil toneladas de casca de arroz ao ano para produzir energia renovável, auxiliando assim na destinação do resíduo da casca do arroz.

 

 

Referências:

 

http://minasenergia.rs.gov.br/atlas-eolico-2016-03

http://www.abrapch.org.br/home

https://www.abiogas.org.br/

 

Jornal do Comércio (http://jcrs.uol.com.br/_conteudo/2017/07/economia/572123-bndes-libera-financiamento-para-usina-gaucha.html)

 

Dados pessoais
encerrada(o) desde 10 Nov 2017
Organizadores
Agenda
Inscrição 17 Mar – 10 Nov
Selecção de reuniões 1 Out – 12 Nov
Evento 13 Nov – 14 Nov
Detalhes
Idioma Portuguese/German
Local Porto Alegre-RS
Reuniões de Negócios
Participantes 689
Reuniões 190
Participantes
_Other Region 7
Alemanha 323
Brasil 1905
Total 2235
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